SOBRE O BLOG

Miscelânea intuitiva de gostos, sonhos, desejos, angústias, paixões e destemperamentos, e,porque não, de ódios, raivas e estresses... Miscelânea é assim: TEM DE TUDO!

Meu Diário de Bordo da solidão, meu painel de idéias e guia de entendimento, tudo misturado com humor, drama, terror, anti-corintianismo, sentimentos e doses homeopáticas de papo sério.

Chega junto, arruma um banquinho, senta aí e vem comigo!

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terça-feira, 19 de agosto de 2008

GRAVIDADE

Não sei se já existem estudos psicológicos sobre o que escrevemos nos blogs mundo afora, mas acredito que, um dia, eles, os blogs, vão servir de estudo para conclusão de teses de doutorado, afinal, poucas coisas na internet possibilitam se expor – ou se esconder – tanto como o blog pessoal...
Particularmente, falando do meu caso em específico, as pessoas sempre dizem que me exponho mais do que deveria, com uma única exceção, dona Andréa, que diz que eu escrevo muito e não digo nada...
Não sei quem está certo, se a primeira leva ou a segunda, mas sigo aqui, tentando me explicar, se é que é possível explicar algo tão complexo quanto o ser humano...
E falando em explicações, ganhamos junto as descobertas... esse foi o ano delas: descobri o amor, a paixão, o desejo incontrolável, mas, com isso, descobri-me devidamente vulnerável...
Descobri-me vulnerável como jamais me lembro de haver sido na vida, justo eu, tão metódico, tão controlado... Talvez seja o preço que pagamos por não termos medo de escalar as montanhas mais altas e arriscarmos nossa sanidade: a vulnerabilidade. Não tive medo de escalar a montanha do amor, e vi, ao chegar lá no alto, uma vista linda, das mais lindas que jamais havia visto, mas o preço pela possibilidade de ver essa vista, de observar o mundo visto de cima, é a infinita possibilidade de queda, a enorme facilidade de sermos magoados, e a queda é tão grande quanto a subida, com a diferença – brutal diferença - causada pela física newtoniana dos corpos: para subir, subimos devagar, pé ante pé, mas, para descermos, a gravidade faz sua parte...



Caí quando menos esperava poder cair, quando mais certeza tinha de haver já fincado uma bandeira definitiva naquele cume que tanto trabalho me deu. Não caí até o sopé da montanha – a gravidade foi generosa comigo e parei no meio – mas daí surge a dúvida sobre o que fazer: descer ao sopé, que não tem uma vista tão linda mas é seguro e lá ninguém me magoa, ou tentar subir ao cume, tornar à vista, mas arriscando-se a cair de novo, a ficar com o coração em pandarecos?
Por enquanto, fico aqui, no meio do caminho, lambendo minhas feridas, cicatrizando cicatrizes, pensando, de vez em vez, como era lindo o cume da montanha e tentando arrumar coragem para empreender o caminho de volta rumo ao topo, mas o medo de cair faz com que qualquer queda, por menor que seja, pareça um precipício sem fundo...
Aguardemos.

9 comentários:

VANESSA disse...

VC SABE O QTO TORÇO POR VC...

Fica bem...

bjins

Van

VANESSA disse...

VC SABE O QTO TORÇO POR VC...

Fica bem...

bjins

Van

TANIA disse...

Cê mesmo me disse, né, que tava tão bem que tinha medo de acordar do sonho...

Nem vou dizer nada, mas conhecendo vc como conheço, acho q vc vai acabar escaladndo a montanha de novo... CABEÇUDO!

Se cuida... Nem todo mundo age como vc...

um abraço apertado...

TÂNIA

JULIANA disse...

SE VC ESTIVESSE AQUI, EU TE DAVA UM ABRAÇO DE URSO E AJUDAVA A CATAR OS CACOS...

TO TRISTE POR VC, POIS SEI O QTO VC ESTAVA GOSTANDO DELA E, TE CONHEÇO DESDE OUTROS CARNAVAIS, SEI QUE ELA DEVE SER ESPECIAL PRA TER TE CONQUISTADO, JÁ Q NINGEM CONSEGUIU A PROEZA...

TOMARA MESMO Q VC TENHA FORÇAS P VOLTAR E Q SUA FELICIDADE NAO ACABE ASSIM...

TO TORCENDO P VC!

Anônimo disse...

Lembrar do cume é sempre difícil... mas a queda sempre vem por um motivo, um buraco que causa um tropeção, alguém que te empurra pra baixo, a distração que faz desequilibrar... mas o tombo é sempre feio... escoriações sempre cicatrizam, porém o tecido da cictriz nunca é a verdadeira epiderme.

Anônimo disse...

"Para ser grande, sê inteiro; nada teu exagera ou exclui. Sê todo em cada coisa. Põe quanto és no minimo que fazes. Assim em cada lago a lua toda brilha, porque alta vive" Ricardo Reis

É bem verdade que a queda é mais dolorosa quando despenca do mais alto morro. Entretanto, a dor é mais tenue pra quem é quedado ao amor, pra quem está fadado a, mesmo estando certo, pedir perdão. Essa é uma virtude e uma vontade de poucos.

Anônimo disse...

Eu acho que nesta vida as coisas acontecem por alguma razão. Podemos e queremos que algo seja diferente e sofremos por não ser. O sentimento é algo que pode dar brilho ou mesmo ser a razão de uma vida se apagar. Infelizmente é assim...e é triste.
A pior coisa é se arrepender, mas também é algo real.
Não tem escapatória, o amor é feito de alegrias e tristezas...é o preço que se paga.

Anônimo disse...

Pq parou de postar?

♪ Lorena disse...

toc toc...