SOBRE O BLOG

Miscelânea intuitiva de gostos, sonhos, desejos, angústias, paixões e destemperamentos, e,porque não, de ódios, raivas e estresses... Miscelânea é assim: TEM DE TUDO!

Meu Diário de Bordo da solidão, meu painel de idéias e guia de entendimento, tudo misturado com humor, drama, terror, anti-corintianismo, sentimentos e doses homeopáticas de papo sério.

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sexta-feira, 16 de maio de 2008

AUTO ENTREVISTA PARA MIM MESMO (o rococó do rococó)

AUTO-ENTREVISTA II – Dois anos depois
Eis-me aqui, dois anos depois da primeira entrevista, revisando os fatos e idéias que me vão pela cabeça nesse momento...
Pra quem não lembra, dei minha primeira auto-entrevista a mim mesmo (redundância da redundância...) lá no começo do blog, inspirado pelo Salvador Hugo Palaia, presidente do Palmeiras na época (deixa de preguiça e vai procurar o texto antigo, oras bolas!), e hoje torno à carga:

Diário de Santa Helena: Bom dia, senhor Celso. É um prazer ter um entrevistado tão ilustre como o senhor em nosso humilde blog.
Celso Aímola: Imagine, a honra é minha de estar sendo entrevistado por um repórter tão brilhante e para um veiculo de comunicação tão corajoso quando o Diário de Santa Helena.

DSH: Corajoso?
CA: Quem mais defenderia os deputados? Tem de ter muita coragem para pregar aquilo!

DSH: Obrigado pelo elogio... Então, vamos ao que interessa: O que mudou em sua vida desde nossa última conversa?
CA: Nossa, mudou muito! Minha vida entrou em um turbilhão positivo, com a faculdade, com meu livro, com meus planos e projetos, enfim, se eu fosse a Carla Peres, diria que deu uma guinada de 360º (risos), mas como não sou, me contento com a guinada de 180º, mesmo... (mais risos) Sabe, um dia, cheguei a perder as esperanças de que as coisas pudessem dar certo, e hoje, esperança é meu segundo nome...

DSH: Por que perdeu as esperanças?
CA: Olha, há horas na vida na qual desacreditamos de tudo, até de nós mesmos, e eu passei por uma fase dessas... Não acreditava mais em mim, no meu potencial, no futuro, não acreditava nem no amor, mas as coisas foram mudando, aos poucos, e fui tornando a confiança em meu taco de novo, como, por exemplo, quando entrei na faculdade, no curso mais concorrido, mais estrelado, e fui o segundo colocado, sem estudar! Claro que isso é só um exemplo, pois muitas outras coisas positivas aconteceram e me fizeram mudar de idéia... Daí pra frente tornei a confiar em mim e, conseguinte, tornei a acreditar no futuro, no mundo e hoje no amor...

DSH: Então, podemos dizer que sua vida está feita e definida?
CA: Nada disso! Muito pelo contrário: o que me espera nos próximos anos são muitos e muitos dias de luta, estudos, trabalho, mas, você sabe bem disso –poucas pessoas no mundo me conhecem como você - se tem coisas das quais não tenho medo, essas coisas são estudos, trabalho e lutas... Não conquistei nada ainda, mas tenho certeza de que muitas coisas positivas me aguardam no futuro próximo...

DSH:
Que gêneros de “coisas positivas”?
CA: Você também não deixa passar uma, não e? (risos) Bom, eu amo o que faço, percebo que tenho mil oportunidades que vão se abrir em breve, se tive problemas no ano da primeira entrevista, como portas se fechando e pessoas que diziam estar comigo se afastando, hoje não acredito mais nisso e percebo que o destino tem sido muito gentil comigo. Claro que minha vida não é o mar de rosas que pinto, mas, quando avalio tudo pelo que já passei, percebo que sou um cara de sorte...

DSH: Não perde o complexo de Pollyanna por nada, não é?
CA: O que seria de mim se o perdesse e começasse a desconfiar das pessoas, a não acreditar no amor, a desistir de lutar? Prefiro sempre achar que o hoje é melhor que o ontem e que o amanha será melhor que o hoje...

DSH: E quanto ao novo livro? Teremos o prazer de lê-lo ainda nesse século? (risos)
CA: (risos) Pois é, nem eu agüento mais falar dele: quando falo do meu livro, parece que estou falando da chegada do homem a Marte ou do dia em que o Maluf for preso pra valer, ou seja, de coisas distantes... Mas meu livro está muito presente: as correções estão sendo feitas, os detalhes estão sendo corrigidos - deixo um abraço à Andréia e à Li, que deram “aquela” corrigida nos originais e agüentaram as minhas mil chorumelas sobre o livro – e acho mesmo que no dia do meu aniversario desse ano, estou comemorando o fechamento desse ciclo em minha vida...

DSH: Que ciclo? O de escritor? Ou o fato de encerrar o livro é um fechamento?
CA: Olha, parir esse livro foi muito difícil: quem me conhece sabe o estado de frangalhos em que eu estava quando, durante sete meses de confinamento, trancafiei-me em meu quarto e passei as madrugadas escrevendo até cair no sono, movido a litros de café, que aprendi a fazer, pois o da minha mãe é horrível... (risos) Não quero mais escrever nada parecido com isso. Não quero mais precisar escrever um 400 RÉIS de novo! Claro que é gratificante o fato de ter feito um livro daquele tamanho, que pára em pé, com aquela qualidade, mas só eu sei o quanto sofri para poder fazê-lo! Quanto ao fato de ser escritor, ainda não sei o que fazer: tudo depende da repercussão do 400 Réis, mas o blog não deve morrer, mesmo assim... Na falta de matéria nova, faço uma nova auto-entrevista... (risos)

DSH: Porque o fechamento justo no dia do seu aniversário?
CA: Pra economizar bolo! (risos) Na verdade, é mesmo um fechamento de ciclos: quando comecei a escrevê-lo, não imaginava estar aqui, em 2008, finalizando-o, e isso também faz parte do que busco para mim e para minha vida.

DSH: E o que busca?
CA: Olha, como eu disse, eu fecho um ciclo. Quero perto de mim somente as pessoas que devem estar ao meu lado, e excluo as que não estiverem e fazem parte do passado. E, de preferência, quero alguém ao meu lado que mereça estar ao meu lado, que vibre comigo quando meu livro estiver acabado, que dance comigo na minha festa de formatura, que compartilhe comigo as vitórias que eu venha a conquistar e esteja ao meu lado caso aconteçam derrotas... Talvez, se tudo der certo, o fechamento desse ciclo esteja atrelado à abertura imediata do próximo. E, honestamente, eu torço para que esteja... Mas mudemos de assunto, pois acho que já falei demais sobre ciclos e pessoas... (risos)

DSH: Seria minha próxima pergunta...
CA: Tinha certeza disso... (risos)

DSH: Então, mudando de assunto, e o coração, como anda?
CA: Não ficou no mesmo assunto? Mas, ok, vou responder: batendo mais forte, de vez em quando... (risos)

DSH: Taquicardia ou alguém especial?
CA: Não perdoa uma! Mas vou responder também, pois é bom falar de coisas boas: digamos assim, que apareceu, vinda do nada, alguém que parece que vai ser muito especial, apesar de ser meio arisca... Aliás, arisca e meia! Mas, em contrapartida, especial e meia, e, sabe, pessoas especiais são tão raras: devemos nos prender às poucas que aparecem...

DSH: Isso é um conselho ao leitor?
CA: Se tudo o que já vivi serviu para alguma coisa, e de tudo o que passei pudesse tirar algum conselho, seria esse: prestem atenção às pessoas especiais que aparecem em sua vida, a sua volta! Às vezes, aquela pessoa pode não aparecer uma segunda vez. Aliás, como essa pessoa especial mesmo me falou: É importante não se fechar as portas, vez ou outras temos que abri-las para arejar um pouco...

DSH: Podemos dar, com exclusividade, o nome dessa pessoa tão especial?
CA: Olha, vamos deixar isso quieto e ver o que acontece... Como disse, é tudo muito recente, e isso aqui não é a Contigo ou a TITITI, né? Se tudo correr como penso que vai, não demora muito a aparecer... Se tiver de ser, será... Deixemos rolar, naturalmente...

DSH: Eu volto nesse assunto na próxima!
CA: Espero que tenha coisas boas pra lhe contar, apesar de que eu não conhecia esse seu lado fofoqueiro...

DSH: Ã-hãnnn... Mudemos de assunto... Então, vamos ao nosso bate-bola tradicional de sempre...
Uma paixão: continua sendo o meu sobrinho Ícaro.
Um sonho: gostar e ser gostado. Do resto, a gente corre atrás...
Uma música e por que: Olha, hoje, nesse instante, nesse exato momento, seria uma da Vanessa da Mata, chamada A MINHA HERANÇA.
Por quê? Ela fala de amor de uma forma diferente, de alguém que cuida, que abriga, que ajuda, com tanto carinho que é impossível não se comover com ela, e, contudo, deixa um mistério sobre quem é a pessoa que cuidou e amou... No final, tem uma frase mais ou menos assim: E HOJE NOS LEMBRAMOS, SEM NENHUMA TRISTEZA DOS FORAS QUE A VIDA NOS DEU, ELA COM CERTEZA ESTAVA JUNTANDO VOCÊ E EU... Fenomenal! Talvez, inclusive, tudo a ver com o que estou passando...
Um livro: A Menina que Roubava Livros... Talvez, seja o livro que vai me marcar o ano de 2008.
Um desejo: Um desejo... Não sei, é difícil isso, mas seria de que tudo e todos que eu gosto e amo fiquem bem: se eu pudesse, protegia a todos! E que o Corinthians continue na segundona pelos próximos 15 anos... (risos)
Um sonho: Ter um filho...
Ter ou ser? É impossível SER sem TER, ao menos o mínimo. Mas, entre um e outro, prefiro ser: aliás, é isso que busco: quero tornar-me o melhor possível com as ferramentas das quais disponho... Ser, sem dúvida!
Uma frase pra fechar: "Foi para repensar a luz que precisei de tantos quartos escuros", do Faria Lima Junior. Essa frase parece que foi escrita para mim, afinal, o que não me faltaram foram os quartos escuros e, hoje, eu consigo dar um valor enorme à luz...

DSH: Muito obrigado pela entrevista encantadora...
CA: Obrigado vocês, por sempre lembrarem de mim, sempre...

2 comentários:

Andréa disse...

Gostei de ver, voltou a escrever! Não li ainda, depois comento isso... Beijos!

Andréa disse...

Muito boa a entrevista! Bem humorada, no tamanho certo, sem dizer tudo mas ao mesmo tempo escancarando as idéias. Espero com ansiedade a próxima! Abração!