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Miscelânea intuitiva de gostos, sonhos, desejos, angústias, paixões e destemperamentos, e,porque não, de ódios, raivas e estresses... Miscelânea é assim: TEM DE TUDO!

Meu Diário de Bordo da solidão, meu painel de idéias e guia de entendimento, tudo misturado com humor, drama, terror, anti-corintianismo, sentimentos e doses homeopáticas de papo sério.

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terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

A MONTANHA MÁGICA


Dias desses, li uma frase que me deixou pensativo. Frase daquelas que, à primeira vista, parecem decifrar a lógica dos mundos e o enigma da esfinge, mas que, observando-a bem, olhando as sutilezas e os recortes de sua estrutura, era de uma fraqueza ideológica gritante, daquelas fraquezas que o mais fraco dos fracos conseguiria enxergar à distância. A tal frase, que deixou tão perplexo, dizia sobre o maior dos sentimentos que alguém pode conter, que é o amor. Era mais ou menos assim, a maldita:


    "O ser humano possui dois controles para amar: um é a cabeça, o outro é o coração. Se ouvir só um deles, ele se machuca."
    Triste esse ser humano que precisa ouvir a razão para amar, pois amar é atirar-se no precipício, de olhos vendados... É abandonar a lógica aos lógicos e atirar-se aos braços daquele a quem amamos. É esquecer os compêndios de pensamentos e guiar-se pelos sentimentos, pois a vida é curta, tão curta, quase um suspiro, e quase nunca temos outra chance se perdermos "aquela" pessoa. Amor é como um raio que nunca cai, verdadeiramente, duas vezes no mesmo lugar. Podemos amar de novo, sim, mas "aquele" raio, forte e certeiro, que eletrocuta nossos sentimentos e amortece nossos sentidos, é único... O resto são choquinhos...
    Não consigo conceber minha vida afetiva utilizando a razão. Talvez devesse utilizá-la, pois já me arrebentei muito por pular de cabeça, e o meu último tombo foi dos maiores da vida, mas será que teria vivido como vivi se "pensasse" antes de pular?
    "Arrebentar-se" faz parte da vida e do aprendizado. É o que nos faz crescer! Cada passo que damos é sempre um passo no escuro, pois quem sabe, na realidade, o que vai acontecer amanhã? O futuro é tão incerto que uma dose de risco sempre é necessário, como dizia Raul:

    "o caminho do risco é o sucesso...
    assim como o caminho do acaso, é a sorte"

    Conheço pessoas que jogaram a vida fora por usar somente a cabeça... Pensaram e entre o amor e alguém "socialmente" melhor, ficaram com a segunda opção. Hoje amargam o fato de estarem sem os dois, pois não era ele o amor da "socialmente melhor", assim como, graças às suas escolhas lógicas, perdeu também a que amava de verdade...
    É evidente que não devemos amar o "Fernandinho Beira-Mar", pois é tão lógico que ele vai nos fazer sofrer mais do que nos fará feliz que escolhê-lo por amar é quase um passo rumo ao abismo, mas fora esses óbvios motivos, a razão não é a melhor conselheira para assuntos afetivos, principalmente porque amar, apesar de ser algo tão bom, sempre traz efeitos negativos. Se fôssemos "lógicos", ficaríamos longe do amor...
    Ficamos pensando na pessoa quando não a temos e isso nos mata de saudades. Percebemos um sentimento de posse e domínio que acaba fazendo com que soframos por não haver aquela posse na vida real. Desenvolvemos ciúmes que nem sabíamos que existiam. Acordamos com saudade e incompletos, quando estamos longe do ser amado. Temos aquelas discussões comuns e rotineiras por coisas bobas. Sentimos que não somos mais completos sozinhos...
    Daí você me pergunta: mas o que traz o amor de bom?



    O sentimento de cumplicidade quando amamos... O sentimento de plenitude, daquela plenitude cósmica, total, quando estamos com o ser amado, uma plenitude tão completa que sentimos que o mundo poderia acabar e mesmo assim estaríamos felizes, pois aquele sentimento é algo que jamais experimentaríamos sem estar com aquela pessoa que faz com que nossos corações batam mais forte... Atingimos o nirvana... Sentimos um frio na barriga só em pensar estarmos com aquele a quem nosso coração escolheu, um frio gostoso, que nada no mundo consegue imitar... Amar é, realmente, jogar-se da montanha mais alta de olhos vendados e sentir o que esse ato nos proporciona, pois devemos lembrar de uma coisa, sempre: poucas pessoas são abençoadas em, de verdade, subir ao pico mais alto da montanha uma vez na vida com reciprocidade, dando tanto quanto recebe. Duas vezes na vida, então, é uma raridade! Aquelas que subiram sabem disso, e sabendo disso, sabem também que tudo que devem fazer é sentir a queda, aproveitar o momento, pois aquele sentimento é sempre ÚNICO...
    A razão deve ser usada sim, mas no amor, devemos deixar quem entende falar mais alto. Por isso, quando estiver com dúvidas, ouça o seu coração da próxima vez que sentir medo de pular de uma montanha, pois você nunca saberá a sensação se não pular, e corre o risco de perder, por pensar muito, a maior e mais linda aventura que surgiu em sua vida...
  
 

Um comentário:

Adriana disse...

Nossa que inspiração hein!!!
E concordo contigo, seguir o coração sempre, mas usar o gps da razão pra escolher o melhor caminho tb não é ruim..rs..
bjaooooooooooo!!