SOBRE O BLOG

Miscelânea intuitiva de gostos, sonhos, desejos, angústias, paixões e destemperamentos, e,porque não, de ódios, raivas e estresses... Miscelânea é assim: TEM DE TUDO!

Meu Diário de Bordo da solidão, meu painel de idéias e guia de entendimento, tudo misturado com humor, drama, terror, anti-corintianismo, sentimentos e doses homeopáticas de papo sério.

Chega junto, arruma um banquinho, senta aí e vem comigo!

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segunda-feira, 6 de novembro de 2006

SOBRE AS DIFICULDADES DE UM RETORNO...

Tornar a escrever não é fácil... Que o diga aqueles que já tiveram o tal do bloqueio de escritor!
O meu foi causado por um fato tsunâmico, que se abateu em minha vida em todos os front's e, quando vi, não sabia mais escrever! Sentava em frente ao micro, olhava o meu teclado imundo -característica de quem come em cima do mesmo!- e não vinha um tema em minha cabeça. Aliás, minto, vinha um tema em minha mente: minha inaptidão à matemática!
Aos que estranham o tema, explico-me: invejo os que possuem capacidade matemática em calcular cada aspecto de suas vidas, fazendo contas de mais e menos, vezes e dividir, e com isso verificando a importância ou não de uma pessoa em sua vida ou a necessidade de casar-se ou trocar de carro. Acho incrível a frieza dos que trabalham com números e, honestamente, os invejo. Invejo a facilidade com que descartam sentimentos e a facilidade com que deixam para traz parte da vida, assim como a lagartixa deixa a cauda quando se vê em perigo. Eu, infelizmente para mim, sou latino demais para isso. A mistura do sangue passional italiano com as tradições brasileiras, isso tudo somado ao fato de que assisti Carrossel quando era criança, faz com que eu seja um poço de sentimentos, um receptáculo de emoções e, com isso, não consigo descartar nem um cd velho, quanto mais alguém para quem eu já disse “te amo”.
Eis o meu bloqueio de escritor: esse sentimento de impotência, em relação ao pé na bunda que tomei, de alguém que se acha melhor que eu por saber usar uma calculadora científica! Esse tornou-se o meu assunto monocórdio, e todas as vezes que me sentava em frente ao nojento teclado, com manchas de chocolate em todas as teclas, era esse o assunto que me vinha à mente: MORTE AOS ENGENHEIROS!
Mas, passou...
A eleição, a política, os amigos, a Janinha, meu sobrinho, Napoleão, Washington Olivetto, meu outro livro, meu irmão furão, o escândalo do dossiê, enfim, houve uma série de assuntos que surgiram na minha pauta de vida, em meu horizonte, e me fizeram perceber que, se alguém perdeu, esse alguém foi ela, pois não se acha uma pessoa como eu por aí, dando mole em cada esquina, e com isso em mente, somando-se aos temas e pessoas acima citados, consegui sentar e escrever de novo! Bloqueio furado! E a partir de agora, prometo tornar ao tema só quando a saudade bater demais e a impossibilidade de entender o que aconteceu ficar insuportável de novo...

3 comentários:

Janinha® disse...

Nossa nossa, olha meu nome no post. :)

Fico feliz por ter ajudado vc num momento tão delicado.. fico mais feliz ainda por nossa amizade ser baseada na reciprocidade, no ditado "uma mão lava a outra".. isso realmente não tem preço.

e qto à matemática.
bom, é tão certo como 1+1=2 q essas pessoas não são suficientemente felizes, pq viver de exatidão é um porre... eu gosto e gosto MUITO de viver HUMANAMENTE, se é q vc me entende. rs* tropeçando, caindo, me esburrachando, mas VIVENDO de verdade. sabe?

é isso.
beijOoooo amigo.!!!

Anônimo disse...

Ah, não tem comentário, né Celso, vc é intelectualmente inteligente (que chique, rsrsrs)
bj
Ângela

Cris :)! Müller disse...

Rssss, Carrossel de sentimentos... A voracidade por chocolate já passou???

Ah, os matemáticos... Impossível dizer se melhores ou piores. Subtraem da conta - quase que por auto-proteção - o que não podem carregar, somar ou dividir... Às vezes por fraqueza, outras por medo, e outras mais pelo desejo de se manterem na superfície das coisas; da pele, do cheiro, do peito, da vida.